Pistaches de Sabedoria…

… e que não abrem nunca, esses malditos!
“Em verdade, em verdade vos digo: mais fácil é fazer passar um transatlântico pelo fundo de uma agulha do que fazer entrar um político no Reino Penitenciário”… (Baduh P., em parceria inédita com J. Cristo)
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“Antigamente os livros eram escritos pelos escritores, para o público. Hoje, são escritos pelo público, para ninguém”… (Oscar Wilde)
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“Dizem que o cão é o melhor amigo do homem. Mentira. O melhor amigo do homem é o uísque. O uísque é o cão engarrafado”… (V. de Morais)
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“O dinheiro compra tudo. Até amor verdadeiro”… (Nelson Rodrigues)
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“Se, no Brasil, houvesse mais homens – e menos baratas – Sarney já teria sido apedrejado há muito tempo e não nos faria esta última”… (Baduh P.)
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“Perto de casa e no trabalho, não se mostra o caralho”… (Baduh P.)
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“Veni, vidi, vici – vinho, vídeo e vício”… (translação, Pingüin Aéreo)
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“Já vi a vida imitando a arte. Pobre vida, nem sequer tem mais a inspiração para nos pregar peças originais… Eu vi a vida, bêbeda, numa viela sórdida de Dantzig, claudicando, desorientada. E também nas quebradas do Norte, fulgindo parada no Portal da Eternidade… Alguma coisa me diz que já vi este filme – num cinema vagabundo qualquer… E você, já pensou?” (Tião Microking Combo – Maconheiro)
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“Na verdade o Almirante não sabia sequer governar uma canoa; só esquadras”… (Lima Barreto em O Triste Fim de Policarpo Quaresma)
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“A jovem me escreve, dizendo que ama e que não é feliz… Ora, não se pode amar e ser feliz ao mesmo tempo”… (Nelson Rodrigues, no vestido de Suzana Flag, respondendo no consultório sentimental)
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“Estava assistindo um filme, na TV. Era de cowboy. Daí, comecei a contar: em menos de dez minutos, quatro americanos mataram mais de trezentos índios. No calor da luta, ultrapassaram a fronteira e mataram bem uns oitocentos mexicanos, sem parar nem mesmo para esfriar um pouco a arma… Impressionante é o americano…” (José Cordeiro, o nosso querido Cocô, com acentuação mesmo, porque é nome próprio e no tempo dele existia. Agora Cocô é morto. Mas viverá para sempre dentro de nós. Não nos intestinos, mas, no coração)
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“Agora, só me resta ser feliz”… (Romário, poucos instantes após a realização da cerimônia de seu segundo casamento, tendo, literalmente, abandonado a primeira esposa e um casal de filhos, em troca de uma modelo gostosa. O primeiro presente de casamento que a gostosa deu a Romário foi uma filha, deficiente mental)
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“Citar é uma arte. A gente nota que um citador é um imbecil quando o crédito e/ou breve observação sobre a citada citação são muito maiores que a própria citação”… (Friedrich Wilhelm Nietzsche)
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“Não tenho nada de meu. Vivo como um passarinho, ou, como um mendigo. Se muito tivesse, viveria como um sultão. O inferno é o que permeia esses dois extremos: dívidas, desejos, ambições impossíveis… Melhor não ter nada. Ou ter demais. Nunca, portanto, cair neste limbo obscuro, terrível, aflitivo, chamado mediocridade…” (Baduh P.)
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“O laboratório do humanista é todo o edifício do espírito, onde não cabem provetas, embora caibam vastidões.” (Baduh P., chapado de goró)
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“Eu não posso me dar ao luxo de perder o meu tempo ganhando dinheiro”… (Baduh P., pescando siri na Praia do Flamengo, quando foi convidado a assumir uma diretoria na Petrobrás)
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“O Brasil vem tratando, há séculos, seus furúnculos intumescidos de pus com bandeides e mercurocromo. Qualquer barbeiro sangrador sabe que a pustema pede, sim, é lanceta. O Brasil também, vem procurando resolver seus problemas, no mesmo lapso de tempo, ou seja, há centenas de anos, de maneira igual a um cão que corre atrás do próprio rabo, sem encontrar nada, é claro! No caso do totó a gente nota que, pelo menos, o bichinho está tentando atingir seu objetivo com a máxima sinceridade”… (Baduh P., pregando não a instalação de mais uma CPI, mas, sim, do regime talibã ortodoxo de Oxossi, em Terra Brasilis)
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“Quando eu morrer, não quero festa…” (Baduh P., durante uma prédica a seus discípulos)
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“Podem me prender, podem me bater, mas eu não mudo de opinião… Daqui do lápis não respeeeito não”… (Baduh P. e Ze Keti, numa versão mais atual do belíssimo samba Opinião)
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“Quase tudo deu errado. Mesmo assim, entre uma pequena desgraça e outra, como eu me diverti nesta bosta!”… (Epitáfio de Baduh P.)
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Esta entrada foi publicada em 06/17/2009 às 6:13 PM e está arquivada como Sabedoria às patadas, sabedoria em pedras com as tags adágios, citações, crítica social. Você pode acompanhar qualquer resposta para esta entrada através do feed RSS 2.0 Você pode pular para o final e deixar uma resposta. Pingbacks não são permitidos no momento.
06/17/2009 às 11:13 PM
O mais sábio é o seu, Fernie, sem dúvidas… hahahahaha!
Bisous!
06/24/2009 às 3:23 PM
“Perto de casa e no trabalho, não se mostra o caralho”… (Baduh P.)
A mais sábia das verdades, não precisa de nem mais uma silabazinha pra ficar perfeita… e ainda termina o post com mais uma grande frase: “Quase tudo deu errado. Mesmo assim, entre uma pequena desgraça e outra, como eu me diverti nesta bosta!”… (Epitáfio de Baduh P.)
06/24/2009 às 9:27 PM
Baduh Piça é um sábio, embora, como todo sábio, só saiba mesmo é si fudê – e nem sequer chega a saber onde enfiar tanta sabedoria, ou ganhar o da breja, com tudo isto que aprendeu, meditando nos prostíbulos de Calcutá… o “reino do cu”